Hospital Dom João Becker

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18/07/2018 - Campanha de vacinação contra sarampo começa dia 6 de agosto

 



A ocorrência de centenas de casos confirmados de sarampo no país, sete deles só no Rio Grande do Sul, reativou o alerta em torno da doença, que desde 2014 não era registrada no Brasil. Diante disso, o Ministério da Saúde vai retomar uma campanha específica de vacinação contra o sarampo e a poliomielite — entre os dias 6 e 31 de agosto, sendo o dia D em um sábado (18).

Em tempos de redes sociais e disseminação de informações desencontradas em grupos de conversas, uma das principais dúvidas acerca da enfermidade se refere a um boato de “necessidade de atualização da vacina”. O Ministério da Saúde esclarece que quem já foi vacinado não precisa se preocupar, pois a imunização não possui prazo de validade. Quem não sabe se tomou a vacina deve aplicá-la, visto que não há prejuízo para a saúde do indivíduo caso ele receba uma nova dose.

A vacina contra o sarampo está disponível na rede pública em qualquer época do ano. A mais comum é a Tríplice Viral, que protege ainda contra rubéola e caxumba. A Tetra Viral fornece proteção adicional contra a varicela. São indicadas duas doses em um intervalo de um a dois meses. Em crianças, o intervalo deve ser um pouco maior, sendo a primeira dose entre os primeiros 12 e 15 meses de vida.

Confira abaixo o esquema vacinal disponibilizado pelo Ministério da Saúde:

Crianças de 12 meses a menores de cinco anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de cinco anos a nove anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses.

Adolescentes e adultos até 49 anos:

· Pessoas de 10 a 29 anos não vacinadas – duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias.

· Pessoas de 30 a 49 anos não vacinadas – uma dose da vacina tríplice viral com intervalo de 30 dias.

· Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país e pode deixar sequelas neurológicas. O vírus provoca manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e pontos brancos na mucosa bucal.

Fonte: Gaúcha ZH